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quinta-feira, 20 de março de 2014

Eve!





Abeirei-me dela e disse-lhe boa noite. Ela permaneceu queda e muda. Sentei-me a seu lado e do meu saco de tiracolo, tirei a térmica com chá quente, e remexi à procura do pequeno copo de plástico extra que sempre levo. O breu não ajudava na busca e ela disse numa voz de palavras espaçadas: Não é preciso. Tenho um. E apontou-o para mim. 

Enchi os copos. Ergui os olhos ao céu e bebi o líquido que fumegava perto dos lábios. Ela acompanhava os meus gestos no silêncio do seu espaço. E assim, aos poucos, iniciámos uma longa conversa. Já a noite era quase dia, já os barulhos se intensificavam, e ela, pegando num dos seus sacos,vasculhou-o. 
O que tem aí, perguntei-lhe. Ahh, apenas um saco cheio de coisas minhas, respondeu, e continuou na procura. Ah ah, aqui está ele! Voltando-se para mim, começou:Você é um moço bem parecido. E sabe uma coisa, não me leve a mal, e pegando-me na mão, abriu-a, e nela depositou o que do saco tinha retirado, fechou-a com firmeza. E continuou,  mas os homens solteirões são uns tontos! Arranje-me já uma mulher, enquanto é tempo! Dei uma gargalhada. E prometi-lhe, que o faria.
Era o S. António, que me tinha dado. 
Esta, como outras coisas, tenho-as aqui guardadas numa caixa, cheia de coisas deles.
Não mais a vi. Não sei se vive ou se ainda sobrevive. São pessoas que não desistem da viver, mas que o fazem da vida. Histórias e grandes noites passadas. Um pouco de mim, para quem nada pede e pouco espera...


(O filme Wall.E, revi-o ontem à noite, e o romance do Wall.E com e Eve, fez-me recordar delas, da minha Eve e da senhora "com um saco cheio de coisas") - La vie en rose





segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

E bom dia, também!






Há muito tempo que não via um destes.
“Good Morning" | Debbie Reynolds, Gene Kelly, & Donald O’Connor | Film: Singin’ In The Rain (1952)





quinta-feira, 19 de setembro de 2013

From dusk till dawn







A Salma é boa como tudo, o elenco é famoso, e foi escrito pelo cabeça de cogumelo mas genial Quentin Tarantino.
Para ver e...





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Into the wild






Há um par de dias revi o filme "Into the wild", transmitido na tv. Um filme genial que conta a história verídica de Alexander Supertramp ( o verídico, Chris McCandless ), que depois de terminar a faculdade abandona a casa dos pais, sem avisar, e mete-se à estrada. Deambula por uma parte da América, parando aqui e acolá em empregos temporários para arranjar dinheiro. Acompanhava-o a leitura de Thoreau e Tolstoi, e procurava uma vida em comunhão com a natureza livre do materialismo do dia-a-dia, que julgava conseguir no Alasca.

O filme é dirigido por Sean Penn, interpretado por Emile Hirsch e embalado por Eddie Vedder.
Ao som de Vedder, uma magnífica apresentação de imagens dos USA selvagem e um trágico e inesperado ( para mim ) final, onde a natureza que ele tanto amava, não o poupa e lhe tira a vida, acabando por morrer sozinho - Happines is only real, when shared, são as derradeiras palavras escritas.

Uma maneira diferente de encarar a vida, despojando o corpo do bem-estar e dos privilégios inerentes às sociedades consumistas. Uma história de vida, de privações, de resistência, e paixão pela vida selvagem.
A ruptura com a vida quotidiana, o afastamento da família e das pessoas - I will miss you too, but you are wrong if you think that the joy of life comes principally from the joy of human relationships. God's place is all around us, it is in everything and in anything we can experience. People just need to change the way they look at things. -, a vida na natureza e a subsistência, levaram-no ao tão desejado estádio de contemplação solitária!

Algo impensável ( para mim), mas que admiro e elevo.


I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong. 


I'm going to paraphrase Thoreau here... rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth. 



Some people feel like they don't deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past. 



If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed. 



                   


Mais info AQUI