( sem imagem, não vão as angariações fugir... )
Após uma não muito longa e acirrada troca de e-mails, fechamos-nos naquele gabinete dos fundos, escuro e esquecido.
Ambos sabíamos para o que íamos, talvez tu, não. O dia fora aborrecido. Tinha a cabeça cheia de merdas e uma grande vontade de foder. As mulheres libertam as suas angústias em compras ou em chocolates e depois desatam num agudo berreiro. Eu cá, fico teso.
Fechei a porta atrás de ti. Olhaste-me por cima do ombro, e nesse sorriso ordinário, mordeste o lábio.
Aproximei-me e empurrei-te contra a parede. Senti esse teu rabo perfeito e curvei-o. Sentiste a minha rigidez e roçaste-te, empinando ainda mais o rabo.
Levantei o vestido até à cintura. És uma cabra assanhada e já vinhas sem cuecas. Curvei de novo esse rabo, contornei as formas, e passei o dedo de cima a baixo até sentir essa cona encharcada.
Já tinha saudades de fazer amor contigo, sussurraste-me em voz rouca. De forma bruta agarrei-te pelos braços, e prostrei-te sobre a longa e empoeirada mesa. Com as minhas pernas, afastei as tuas, sem nunca te largar os braços, segurando-os pelos cotovelos, e posicionei-me entre elas, deliciando as vistas com a vista, esquecendo a redundância.
Levei os dedos pelas bordas depiladas dessa cona alagada e friccionei o clitóris até o sentir enrijecer por entre os dedos, até te ouvir o gemer arrastado, e até te sentir as pernas bambas. Com os lábios húmidos e sedentos, segurei-te pelo queixo puxando a tua cabeça para junto da minha e disse-te, encostando-os ao teu ouvido: Eu não faço amor. Eu fodo com força!
Entrei em ti de uma só estocada. Ouvi um único, como que último, suspiro. Arrebatado que foi.
Larguei-te as mãos, segurei os longos e sedosos cabelos, que sempre asseadamente trazes presos, e como se rédeas fossem, neles segurei. Fodi-te com força. Fodi-te com raiva. Fodi-te com vontade.
Segurei-te as mamas. Têm aquele tamanho perfeito, cabem na palma da mão, sem excessos nem defeitos. Belisquei os mamilos tesos, arrebitados. Gemias, talvez num misto de dor e prazer.
Afastei as nádegas, à medida que fui diminuindo a intensidade do vai-vém, por na eminência do desfecho me encontrar. Acariciei. Palmeei. E fui entremeando. Não querendo que folgasses, enterrei um dedo no cu. Voltaste a gemer. Voltei a ter forças. Voltei a foder-te com força, por trás, segurando-te, com força, por trás. Arranquei-te um orgasmo no dedilhar do teu cu e entre estocadas, cada uma mais funda do que outra.
Senti as pernas tremer, até ficarem fracas. As tuas.
Meti-a dentro das calças. Lancei-lhe um olhar, estendida e largada na mesa a vi. Saí.
Abandonei-a, caralho!
( Em caso de dúvida ou persistência de quaisquer sintomas... vide aqui )



