quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Into the wild






Há um par de dias revi o filme "Into the wild", transmitido na tv. Um filme genial que conta a história verídica de Alexander Supertramp ( o verídico, Chris McCandless ), que depois de terminar a faculdade abandona a casa dos pais, sem avisar, e mete-se à estrada. Deambula por uma parte da América, parando aqui e acolá em empregos temporários para arranjar dinheiro. Acompanhava-o a leitura de Thoreau e Tolstoi, e procurava uma vida em comunhão com a natureza livre do materialismo do dia-a-dia, que julgava conseguir no Alasca.

O filme é dirigido por Sean Penn, interpretado por Emile Hirsch e embalado por Eddie Vedder.
Ao som de Vedder, uma magnífica apresentação de imagens dos USA selvagem e um trágico e inesperado ( para mim ) final, onde a natureza que ele tanto amava, não o poupa e lhe tira a vida, acabando por morrer sozinho - Happines is only real, when shared, são as derradeiras palavras escritas.

Uma maneira diferente de encarar a vida, despojando o corpo do bem-estar e dos privilégios inerentes às sociedades consumistas. Uma história de vida, de privações, de resistência, e paixão pela vida selvagem.
A ruptura com a vida quotidiana, o afastamento da família e das pessoas - I will miss you too, but you are wrong if you think that the joy of life comes principally from the joy of human relationships. God's place is all around us, it is in everything and in anything we can experience. People just need to change the way they look at things. -, a vida na natureza e a subsistência, levaram-no ao tão desejado estádio de contemplação solitária!

Algo impensável ( para mim), mas que admiro e elevo.


I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong. 


I'm going to paraphrase Thoreau here... rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth. 



Some people feel like they don't deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past. 



If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed. 



                   


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14 comentários:

  1. aí está uma coisa que gostava, satisfazer-me apenas com a minha própria companhia... não consigo, sou carente de afectos. :b

    (gostei da dica, caro Zé, sim senhor.)

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    1. diabo!!! porque falas de coisas sérias???? porra para ti!

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    2. Ainda não te tinha respondido e já estava a mandar vir! fosga-se a mulher!

      Acredito que seja algo que transcende a natureza de muitos.
      A minha transcende! Não concebo a minha vida sem o que tenho. Sem menos até posso conceber. Mas sem gente, sem música, sem barulho, sem rostos, expressões, vozes, vida humana... não concebo. não consigo.

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    3. (tentei vê-lo no fds, (ainda)não consigo. é demasiado intenso e eu ando sensível. :b)

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  2. Gostava muito de lá chegar... Embora comece a isolar-me cada vez mais...

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    1. São opções. Mas olha que nem sempre as pessoas que se afastam e isolam, seja para lá chegar, mas apenas para fugir. :)

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  3. não teria estômago para uma aventura dessas.
    a minha saúde mental depende dos amigos, da famelga, ...

    e depois é a tal merda, de que serve mandar uma boa foda se não tens ninguém a quem contar? :)

    Abraço.

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    1. Ele contava às folhas de papel...
      É muito à frente do que possamos imaginar ou idealizar.


      Foda-se Kap. não se conta essas merdas a ninguém, que falta de decoro, homem! :))

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    2. (ihihihihihiihhihi! K, K!)

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  4. Acho uma ideia demasiadamente romântica, uma coisa é querermos estar sozinhos por algum tempo, outra é estar longe do mundo e de tudo e até morrermos sozinhos. Não vejo as coisas assim!

    beijinho

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    1. Mais do romântica, acaba por ser uma concepção egocêntrica. Deixou a família, sem dar conta das suas intenções e deixou-os à deriva sem saberem por onde andava ou onde estava, e tudo para conseguir aquilo que queria, pensando unicamente nele.
      ;)

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    2. Isso é puro egoísmo. Está bem que uma pessoa se queira encontrar ou o que seja, mas temos sempre responsabilidade por aqueles que nos amam e cuidam ou cuidaram de nós.

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  5. Adorei o filme, embora não tenha visto o início. Lamento os caçadores terem aparecido uma semana atrasados.

    A ideia que tenho de pessoas que optam por uma vida in the Wild, são individuos com algum tipo de inaptidão e não opção, como tão bem é ilustrado estava errada.

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    1. Sim é isso mesmo: inaptidão. Creio.
      "Mr. Franz I think careers are a 20th century invention and I don't want one."

      É um filme magnífico!

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