sexta-feira, 14 de agosto de 2015



Remexo-te nas coisas, não com a intenção de vasculhar, mas sim de encontrar parte de ti, ali.
Uma lembrança, o cheiro, o riso, uma palavra, qualquer coisa serve. E eis que vem, do nada, nem estava ali nas tuas coisas, mas a ânsia de te ter, fez-me chegar.

Fecho os olhos e sorrio. É quase a sensação de te ter ali ao pé de mim, quando subíamos o lanço de escadas entre a garagem e o hall de entrada do prédio, e no tropeçar de degrau, veio o beijo, e a carícia, a seguir. Veio a vontade, aliás, veio a vontade toda do mundo, como sempre acontece, como se o daqui a bocado fosse acabar, e assim, a urgência de te ter. E ficaram os corpos agarrados, os dedos à busca, e as palavras abafadas do medo de aparecer alguém. E alargo ainda mais o meu sorriso...

E depois, ajeitamos os corpos um no outro, e eu entro em ti, ouvindo o gemido no escuro do espaço, e imaginando o rosto que não vejo, e que, por isso, toco, a apalpar os lábios e a sentir o teu respirar ávido. E, no vai-vem da pélvis, te fodo, te amo, te fodo e te amo, até sentir o afrouxar do gestos e escutar-te a respiração branda.

É mais ou menos assim que eu te amo. Muito depressa. Muito!






3 comentários:

  1. E um Amor assim é Lindo. Muito Lindo :)

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    1. Pois... mas... é.... do caraças!!!!!!!
      :)

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  2. Bom dia!

    É bom amar :-) De forma rápida ou lenta.

    Beijinhos

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