segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Zé tem ética


Este fim-de-semana estive com uma cabritinha que me tem aconchegado a alcova há meia dúzia de dias.
Depois de uma noite, manhã, e início de tarde entretidos a brincar às casinhas, aos papás, ao patrão e à secretária, ao trolha e à menina colegial, ao engenheiro e à mulher do amigo do engenheiro, ao mecânico e à dona do bmw, ao Zé e à mulher do vizinho da frente - ela é danada para a brincadeira -, no domingo à tarde fomos ao shopping.

Não vou muito de ir às compras com mulheres. Raça danada, a delas, e paciência esganada, a minha! Mas a  fofinha tanto insistiu, e prometeu carícias redobradas para noite, que o Zé não resistiu. Sou um fraco, eu sei!

Lá fui eu, algo contrariado, mas aquilo que me havia prometido para a noite, não podia ser desconsiderado.
O shopping estava pelas costuras. Entra. Sai. Entra. Sai. Entra. Sai. Isto até vos pode parecer uma imagem magnífica - entra-sai - mas era entra e sai de loja, e a minha paciência foi-se esgotando, até que a doçura lá se decidiu e ficou-se por uma loja. Não demorou muito a escolher e depressa nos dirigimos à caixa. Qual não é a minha surpresa quando a senhora funcionária, boazonafodilhonabocademonumentalbroche, diz: são 256 euros e 35 cêntimos, com um sorriso magnífico de boazonafodilhonabocademonumentalbrochequemechupatodo.
O Zé endrominado por aquele mexer de lábios, tenta ao máximo disfarçar para que a Cabritinha não percebesse, mete as mãos aos bolsos, afaga o colhão, e olha em redor da loja, dando um ar de quem não estava sequer ali.
Quando volto a cabeça, ali estão as duas, especadas, a olhar para mim. 
Zé esbugalha os olhos, encolhe os ombros, sente uma breve comichão no topo da cabeça e pergunta, inocentemente: Há algum problema?
E a Cabritinha responde com uma expressão inocente, mas que de nada inocente tinha: Estamos à espera que passes o cartão para pagar.

Foda-se! Fui aos arames! Foda-se! O Zé pagar?!  Foda-se!

É prática instituída na cultura de algumas mulheres que quando um gajo vai às compras com elas, é ele quem paga.
Dear Zé é um dear, e gosta muito de mimar as suas cabritinhas, mas não me fodam! Eu é que escolho o que e quando o vou fazer. Detesto esquemas, sentir-me pressionado ou obrigado a fazer algo contra a minha vontade.
Zé tem ética. E Zé não paga, nem que dum lado tenha uma boca duma fodilhonaboazonaquedevefazerunsmonumentaisbroches e do outro tenha uns olhos duma cabritinhaboazonaquenãotendoumamonumentalbocafazàmesmaunsmonumentaisbroches.

Não pago!



4 comentários:

  1. ai Zé estavas quase a ser enrabado...

    :P

    Beijo

    ResponderEliminar

  2. Viste, sou um querido é assim que elas me tratam.
    Mulheres!!

    ResponderEliminar
  3. Coitado...LOL
    Não gosto nada desses esquemas...
    Irra...mulheres...

    ResponderEliminar
  4. É verdade. E um gajo que se aguente.

    ResponderEliminar