quinta-feira, 21 de março de 2013

Soneto da Donzela Ansiosa







Arreitada donzela em fofo leito,
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras subtis pachocho estreito.

De louro pêlo um círculo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branca crica nacarada e lisa,
Em pingos verte alvo licor desfeito.

A voraz porra, as guelras encrespando,
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrando.

Como é inda boçal, perde os sentidos;
Porém vai com tal ânsia trabalhando,
Que os homens é que vêm a ser fodidos. 

Manuel Maria Barbosa du Bocage


11 comentários:

  1. Palavras a este não faltavam.

    Boa noite, Zé.:-)

    R.

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  2. boas noites meninos zé e r.
    igualmente à roliça donzela da foto e do poema :)

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  3. "Mais doce é ver-te de meus ais vencida
    Dar-me em teus brandos olhos desmaiados
    Morte, morte de amor, melhor que a vida"

    beijinho :b

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  4. desde que vi num post que John Holmes a teu lado era um menino, realizei que tens de ser familiar de Pedro Soriano cujos atributos Guerra Junqueiro descreveu assim: (donzelas preparem-se!!! :) )

    Eu canto do Soriano o singular mangalho!
    Empresa colossal! Ciclópico trabalho!
    Para o cantar inteiro e para o cantar bem
    precisava viver como Matusalém.
    Dez séculos!

    Enfim, nesta pobreza métrica
    cantemos essa porra, porra quilométrica,
    donde pendem colhões que idéia vaga
    das nádegas brutais do Arcebispo de Braga.

    Sim, cantemos a porra, o caralho iracundo
    que, antes de nervo cru, já foi eixo do Mundo!
    Mastro de Leviathan! Iminência revel!
    Estando murcho foi a Torre de Babel
    Caralho singular! É contemplá-lo
    É vê-lo teso!
    Atravessaria o quê?
    O sete estrelo!!

    Em Tebas, em Paris, em Lagos, em Gomorra
    juro que ninguém viu tão formidável porra
    É uma porra, arquiporra!
    É um caralhão atroz
    que se lhe podem dar trinta ou quarenta nós
    e, ainda assim, fica o caralho preciso
    para foder a Terra, Eva no Paraíso!!

    É uma porra infinita, é um caralho insone
    que nas roscas outrora estrangulou Laoccoonte.

    Oh, caralho imortal! Oh glória destes lusos!
    Tu podias suprir todos os parafusos
    que espremem com vigor os cachos do Alto Douro!
    Onde é que há um abismo, onde há um sorvedouro
    que assim possa conter esta porra do diabo??!
    O Marquês de Valadas em vão mostra o rabo,
    em vão mostra o fundo o pavoroso Oceano!
    – Nada, nada contém a porra do Soriano!!

    Quando morrer, Senhor, que extraordinária cova,
    que bainha, meu Deus, para esta porra nova,
    esta porra infeliz, esta porra precita,
    judia errante atrás duma crica infinita??

    – Uma fenda do globo, um sorvedouro ignoto
    que lhe dá de abrir talvez um dia um terramoto
    para que desague, esta porra medonha,
    em grossos borbotões de clerical langolha!!!

    A porra do Soriano, é um infinito assunto!
    Se ela está em Lisboa ou em Coimbra, pergunto?
    Onde é que ela começa?
    Onde é que ela termina
    essa porra, que estando em Braga, está na China,
    porra que corre mais que o próprio pensamento
    que porra de pardal e porra de jumento??
    Porra!

    Mil vezes porra!!
    porra de bruto
    que é capaz de foder o Cosmos num minuto!!


    Grande abraço companheiro e bom trabalho! ;)

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    1. E familiar do Patife também? Foda-se, um gajo sente-se pequeno ao pés destes colossos :-)

      R.

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    2. só pode, R.... :)

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    3. Heheheheh, eu diria que são quilhómetros de foda!

      Estive para te deixar assim uma ode no teu, mas em respeito à Senhora República, fiquei-me por breves palavras.
      Já, pelo contrário, deixei um ao Primo, que está assoberbadíssimo!
      :))

      Bom dia e Abraço!

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    4. vou lá ver. ;)

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    5. O Leão de facto anda desaparecido. :-)

      R.

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    6. Meus Senhores, deixem ser as meninas a adivinhar... :)))

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