segunda-feira, 17 de junho de 2013

Lá fora na rua...







O prédio era antigo, velho. Roçava a decadência. Os corredores compridos e estreitos, com várias portas umas em frente às outras, e mal iluminado. Em cada uma as portas, havia um barulho bem presente ao passar por elas. Música. Conversas. Risos. Discussões. De tudo ali havia.

Subiram as escadas em correria. Chegados ao apartamento, a porta trancada e com uma fita enlaçada na maçaneta, denunciava a presença de gente, e, consequentemente a entrada proibida. Era o código. Nada a fazer.

Olharam-se com a respiração ainda ofegante. Os olhos diziam tudo, e o corpo não negava. Encostados à parede, lado a lado, tocaram-se pela ponta dos dedos. A mão correu pelo braço dela acima e desceu. Ela ficou quieta, à espera.
Num repente urgente e rasgado, beijou-a esmagando-a no cimento cinzento e sujo do corredor. Gemeu. Procurou-lhe o sexo com a mão, ao tempo que no seu já sentia as dela a desabotoarem a braguilha. Atabalhoadamente levantou a saia, e baixou a cueca até meio das coxas. Passou os dedos pela penugem rara e sentiu-a. Afastou a camisola, tocou os seios com a boca, e foi descendo pelo corpo, deixando um rasto de saliva à medida que a desnudava. Ela empurrou-lhe a cabeça meigamente e disse com a voz rouca: Fode-me a cona com a língua...

Lá fora na rua,  uma carrinha comercial, estacionada em cima do passeio e com algumas caixas ali pousadas, ocultava a entrada do prédio, antigo, velho e que roçava a decadência. O estafeta, tocava persistentemente à campainha e revirava os olhos, batendo com o pé no chão. Iria desistir, havia ainda muito serviço a fazer e não podia esperar mais.






10 comentários:

  1. E que bem sabe, uma queca urgente...

    ;)

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  2. bonito, Zé. muito bonito.

    beijo

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    1. Agradecido menina Anónima.
      :))

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  3. Meu senhor!
    Muito bom este texto, senti cada palavra, como se fosse eu a estar nesse pre´dio.
    Beijinho

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    1. Olá menina.
      Bons olhos a vejam! :))

      Obrigado.
      Beijo

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  4. Admiro uma mulher que sabe o que quer e que o diz sem receios e deslumbram-me esses momentos em que se sucumbe à urgência do desejo, em que deixa de haver mundo em volta e só importa o sentir....
    Muito bom este momento :)

    Beijo *Estrela*do*

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    1. E eu também as adoro assim!
      Aliás, acho que gosto delas de qualquer forma, não sou esquisito.

      Brincadeiras à parte, creio que o importante mesmo é não nos preocuparmos com absolutamente nada e deixar correr. :)
      Beijo

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  5. Uma rapidinha bem dada sim senhor... tive pena no entanto do estafeta... :P

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    1. Bela observação, minha querida!
      Há pormenores esquecidos. :))))

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