quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Teoria do assalariado



Tal como em quase tudo na vida, também no vocabulário usado há modas, e por estes dias, pensava que aqui há uns anos era vulgar usarmos o termo "empregado" para nos referirmos à pessoa que trabalhava por conta de outrém. Com o tempo foi ficando em desuso e até mesmo considerado depreciativo o uso da palavra, e foi então que passámos a ouvir o termo "funcionário". Mais recentemente ainda, é comum ouvirmos falar de "colaboradores".

Ora bem, atendendo aos três termos usados para presumidamente significar o mesmo, levo a concluir que, e tendo sempre em conta o evoluir dos tempos, é mais que razoável o uso da palavra "funcionário" ou "colaborador", é que a malta cada vez menos quer bulir, e, afinal de contas um colaborador, passando a redundância, colabora, participa, coopera, ajuda, faz o jeito, mas trabalhar... vai no batalha, não é caralho????

Ouvi uma história engraçada e que corrobora em absoluto com a minha teoria do assalariado, que é a seguinte: a empresa xpto com cerca de 200 assalariados, por esta altura oferece aos empregados a prenda de Natal. Tendo em conta a conjuntura actual, o Passos e o Portas, o Seguro e mais os outros, a Troika, o Cavaco, o Soares, sim, esse ainda está em jogo, a puta da vida e o preço do bacalhau, a dita empresa em vez de oferecer cabrito, hipoteticamente, ofereceu porco. Disseram assim alguns empregados... alto lá! não, vou corrigir - disseram assim alguns colaboradores: ai é porco, então não quero! E simplesmente não levantaram a oferta de Natal a que tinham direito.

Posto isto, e porque ainda sou empregado porque é para isso que me pagam, vou-me à vida e digo-vos: amo o meu povo!



5 comentários:

  1. Eu sou má, não amo o teu/meu povo.

    Já fui colaboradora,num sentido diferente daquele que aqui expões, tinha como companhia um pequeno livro de recibos de cor verde e acredita que tinha mesmo que trabalhar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ora, se calhar era um bem remédio para muitos colaboradores: o livro dos recibos verdes! :-)

      Eliminar
  2. Primaço, pois eu sou um que tu não usaste: Trabalhador (da Administração Local).
    Não incomoda, pois não? :)))))))

    Foda-se, e aqui que nem um filho da puta dum frango do campo oferecem...

    ResponderEliminar
  3. Passar de "cavalo a burro", como aqui se costuma dizer, não é situação fácil de digerir!! Se estivessem habituados a que a empresa lhes oferecesse, deixa cá ver... NADA... iam todos a correr levantar a oferta!
    Mas...há coisas fantásticas, não há?

    E subscrevo ali o que a Joaninha disse, pois que já estive em situação idêntica...!

    ResponderEliminar
  4. A malta pode ter sido operada à vesícula (como eu) e não pode comer porco, és mesmo mau.

    No meu caso concreto eu gosto mesmo é de comer lavadinho e cheirososinho.

    Beijo grande,
    Ana

    ResponderEliminar